Biografia
 

A escritora brasileira Adriana Lisboa nasceu no Rio de Janeiro. Morou na França, passou algum tempo no Japão e vive hoje nos Estados Unidos.

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Começou oficialmente sua carreira em 1999, com a publicação do romance Os fios da memória, ao qual se seguiram outros quatro: Sinfonia em branco (2001), que a levou a ser apontada pela crítica como uma das mais importantes revelações da nova literatura brasileira, Um beijo de colombina (2003), Rakushisha (2007) e Azul-corvo (2010). Em 2004 lançou uma coletânea de contos curtos e poemas em prosa, Caligrafias, com desenhos originais de Gianguido Bonfanti. Em 2007 publicou a novela O coração às vezes para de bater, adaptada para o cinema por Maria Camargo. Sua obra se completa com três livros infanto-juvenis: Língua de trapos (2005), A sereia e o caçador de borboletas (2009), ambos ilustrados por Rui de Oliveira, e Contos populares japoneses (2008), ilustrado por Janaína Tokitaka.

Seus livros foram publicados também em Portugal, França, Estados Unidos, Itália, México, Argentina, Suíça e Suécia, e sairão em breve na Espanha, na Alemanha e na Romênia. Ela integrou ainda diversas antologias de contos no Brasil e no exterior.

Adriana LisboaGaleria de Fotos


Adriana Lisboa recebeu o Prêmio José Saramago por Sinfonia em branco, o Moinho Santista pelo conjunto de sua obra e o prêmio de autor revelação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil por Língua de trapos. Em 2007, o projeto Bogotá 39/Hay Festival (Bogotá Capital Mundial do Livro) a incluiu no grupo dos 39 mais importantes autores latino-americanos até 39 anos. Ela foi ainda terceira colocada do Prix des Lectrices de Elle, na França, com a edição francesa de Sinfonia em branco (intitulada Des roses rouge vif). Recebeu bolsas de criação e tradução da Fundação Biblioteca Nacional, do Centre National du Livre (França) e da Fundação Japão. Foi pesquisadora visitante no Nichibunken (Kyoto), na Universidade do Texas em Austin e na Universidade do Novo México.

Graduada em música pela Uni-Rio, foi cantora de música popular brasileira na França e professora de música no Rio. Mais tarde, fez mestrado em literatura brasileira e doutorado em literatura comparada na Uerj. Traduziu para o português autores como Robert Louis Stevenson, Cormac McCarthy, Marilynne Robinson, Jonathan Safran Foer e Maurice Blanchot.

Adriana Lisboa é representada no Brasil por Lucia Riff, nos EUA por Jonah Straus e no resto do mundo por Nicole Witt.

É membro do PEN American Center e integra o conselho consultivo da ONG US-Brazil Connect, criada em 2011 para promover o intercâmbio asrtístico e cultural entre os dois países.