| |

Americanas.com
Livraria Cultura
Livraria Saraiva
Livraria Siciliano
Submarino
|

 ( romance, 2007 )

Em Rakushisha, Adriana Lisboa mergulha na cultura japonesa ao narrar os caminhos e descaminhos de Haruki e Celina, dois brasileiros que se conhecem por acaso e acabam viajando juntos para o Japão, ao mesmo tempo que revisita as imagens e a obra do poeta do século XVII Matsuo Basho.
É num vagão de metrô no Rio de Janeiro que a trajetória de Celina e Haruki se cruza. Desenhista descendente de japoneses que não tem interesse pelo país de seus antepassados, Hakuri folheia um livro em japonês - língua que não domina - para o qual lhe foram encomendadas ilustrações. Celina, mulher misteriosa - "pedaço de céu recoberto pela fina epiderme humana" - se aproxima para saber do que se trata. A conversa nas escadarias da estação os leva a um café e de lá, num arroubo que pega ambos de surpresa, para Kyoto, onde cada um, à sua maneira, confronta e faz as pazes com o passado.
|
|
|
|
|
 |
|
Através dos olhos dos protagonistas - uma ocidental e um oriental ocidentalizado - o leitor descobre as nuances inesperadas e muitas vezes contraditórias do Japão moderno. É na solidão de estar num país de cultura tão diferente que os segredos de Haruki e Celina vêm à tona. Unidos pelo acaso e por um crescente amor ao texto de Basho, pioneiro do estilo haikai e não por coincidência autor do livro cuja tradução Haruki tem a encomenda de ilustrar, os personagens levam o leitor a uma viagem fascinante de descobertas e surpresas.
O resultado é um romance fragmentado, no que diz respeito à sua estrutura narrativa, que entremeia as vozes dos protagonistas e os versos do poeta japonês, mas ao mesmo tempo coeso, que prende a atenção do leitor do início ao fim. Tudo faz sentido e se completa na medida exata, deixando a sensação de que nenhuma palavra falta ou é desperdiçada no livro.
"Meu interesse por Basho veio da leitura de seus haikais traduzidos pelo Manuel Bandeira, autor que norteou a escrita do meu último romance, Um beijo de Colombina. Também fiquei bastante interessada numa menção a Basho e a um de seus diários de viagem feita pelo professor Denilson Lopes numa palestra", explica Adriana. Para escrever o romance, a autora teve o auxílio de uma bolsa da Fundação Japão e passou um mês em Kyoto, cidade onde viveu Mukai Kyorai, discípulo de Basho. Kyorai tinha cerca de 40 pés de caqui no jardim de sua cabana. Uma tempestade destruiu a plantação à véspera do dia da colheita e, desse dia em diante, Kyorai passou a chamar sua casa de Rakushisha, ou a Cabana dos Caquis Caídos, o último dos lugares onde o viajante Basho se hospedou e título de um de seus diários.
|
|
|
|
|
|
|